VERGONHA E INDIGNAÇÃO

A todo dia, a toda hora, a cada noticiário televisivo ouvimos e vemos imagens da violência na nossa sociedade. Pai que mata mulher e filho, filho que mata avó, filha que mata mâe, traficante que mata policial, policial que mata bandido, bandido que mata inocentes... Ufa!!!! É violencia que não acaba mais... Ahhhh mas é claro, a violência se acaba na rua e o fim dela começa em casa... ouvimos isso todos os dias também.

Mas... se o fim da violência começa em casa, consequentemente todas essas maneiras de pensar começam no que acreditamos, nos nossos ideáis, na nossa "utopia".

Pois é... se os pensamentos bons, os pensamentos de mudanças vem a partir de nossos ideáis, o que aconteceu na Câmara dos Deputados hoje??? Atitude de mudança, luta por ideiáis se tranformou agora em vandalismo, em depredação, em desrespeito com pessoas que estavam trabalhando e foram ferida por pessoas animalescas????

O que se esperava de um Movimento de Libertação dos Sem Terra era a luta por um mundo mais justo, mais sincero, um pouco de igualdade social e prostestos com pelo menos um pouco de inteligencia, democracia e educação.

Os Vandalos, ou melhor, Manifestantes, como eles se auto domimam, que na maioria das vezes lutam pela não violência contra a situação de vida e financeira deles, a não violência moral de pessoas que são sem terra, me violentaram e certamente violentaram aos seguranças feridos, ao funcionário que quebrou a perna ao ser derrubado escada abaixo, as outras 38 pessoas atendidas no ambulatória da Câmara e à todos que lutam e querem um mundo melhor, mais conquistando SEM VIOLÊNCIA.

Até quando vamos ver estampados nos jornais e nas chamadas dos telejornais que a violência ganhau mais uns minutos de atençao na vida da população.

Vergonha e raiva sinti hoje por ver que até as Manifestações para uma sociedade mais justa usa da violência para conquistar seus desejos e ideáis; sinto medo que a cada dia tenhamos que nos acostumar e infelizmente ultilizar dela para sobreviver.

A que pontos chegamos!       

 

                                                                                        Por Marcella Pinheiro

 

É Lula lá! E quem aqui?

foto: Ricardo Stuckert/PR
Estamos próximos de comemorar quatro anos de um governo, que entre altos e baixos, entre promessas que passaram ao vento e outras que saíram do papel, destaca-se como um mandato manchado pela corrupção. O trem opaco que emite uma densa nuvem negra tem duas mãos e nove dedos no seu comando (sic). O Lulinha "paz e amor" tanto falou, tanto falou... Mas que pena, bem em seu governo foi ocorrer uma coisa dessas?

Por mais complexo que seja o assunto, a decisão final se resume a um "sim", ou a um "não". Ainda não temos uma população com sua maioria dotada de uma forte capacidade de absorção e interpretação de dados, mas tão raro quanto encontrar uma agulha no palheiro, é descobrir alguém que não saiba diferenciar o bom do ruim, o "sim" do "não". Que essa função (de absorção e interpretação de dados) cabe à imprensa nós sabemos, e que fique claro, a decisão final tem de ser responsabilidade do receptor.

Se a mídia cumpre com seu papel é fato que veremos com o fim das eleições presidenciais que estão por vir. Mas já pode ser adiantado um ponto: alguém com mais exposição na mídia do que qualquer outro ser vivo nesse período do mandato, aliado, claro, a incompetência e falta de oportunismo de seus adversários políticos, com certeza, tem forte chances de comandar a locomotiva mais uma vez. E já dizia a música: "Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou. São trezentos picaretas com anel de doutor. Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão, de rádio FM e de televisão."

Érico Salutti

PAPEL DA MÍDIA.... ESTÁ SENDO BEM DESEMPENHADO???

 

 

 

Os ataques do PCC que ocorreram na semana passada refletiram como a mídia esta defasada. A mídia espetacularizou demais os acontecimentos deixando a população em pânico, na medida em que a cada momento uma nova informação era lançada e os telespectadores e leitores não sabiam distinguir o que era boato do que era verdade.

 

Esses bombardeios de informação ao invés de informar tiveram seu efeito inverso, a desinformações, levando a população ao caos e desespero.

Outra falha gravíssima da imprensa brasileira foi a falta de investigação dos fatos por parte dos jornalistas, pois o governo já estava sabendo desses possíveis ataques a um mês atrás; no entanto nenhum meio de comunicação de massa foi capaz de publicar alguma informação alertando os cidadãos.

 

Os jornalistas cada vez mais, baseiam suas matérias em pré-releases e informações “prontas” mandadas pelas agências de notícias, fazendo com que a real função do jornalismo que é a de investigar e prestar serviço à população não esteja sendo cumprido.

 

            E a partir dessas críticas que se mostraram evidente no Jornalismo durante a cobertura dessas notícias, que os profissionais deveriam repensar no seu papel para a sociedade a fim de que sua importância, responsabilidade e sua razão de existir não seja  extinta.

                                              Por Monique Chenu

Atualização:

- 251 ataques

- 115 suspeitos presos

- 71 suspeitos mortos

- 32 policiais mortos

- 8 carcereiros mortos

- 4 civis

- 115 mortes

Dados da Folha On-Line, 16h32.

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública em 3 dias de atentados:

- 180 ataques

- 56 ônibus atacados

- 8 bancos atacados

- 43 policiais e civis mortos

- 38 presos e bandidos mortos

- 81 mortes em 3 dias

Dados divulgados às 18h46.

 

montagem feita por Pâmella Covre

Maior facção criminosa do país

 

Por Pâmella Covre

A maior onda de ataques de que se tem notícia realizado pelo crime organizado em São Paulo, é avaliado com mais de 150 ataques da facção criminosa PCC no Estado, com pelo menos 74 pessoas mortas entre policiais civis, militares, bombeiros, agentes penitenciários, civis inocentes e criminosos. Já queimaram mais de 68 ônibus e pelo menos 13 agências bancárias foram atingidas. Tudo isso é uma reação da facção criminosa PCC à transferência de líderes da organização para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (a 620 km da capital), complexo de segurança máxima idealizado para abrigar os membros do PCC.

 

Além disso, de acordo com a polícia, várias outras coisas também foram motivos para a reação dos bandidos, como a não aprovação de algumas exigências da facção: TVs novas para assistirem a copa, mudança na cor do uniforme penitenciário para cinza entre outras coisas “super importantes”.

 

É tudo muito estranho, porém o que está parecendo é que o PCC saiu assassinando em protesto (e qual o motivo desse protesto?). Escolheu alguns alvos e lugares e tratou de mostrar força, organização e ousadia. Com um certo “jeitinho” dominaram São Paulo e outras cidades tanto do estado como do país. A violência já vem ultrapassando as fronteiras do Estado.

 

Os paulistanos voltam mais cedo para casa, 30% dos alunos de escolas estaduais da zona sul faltam às aulas, pessoas perdem hora do trabalho por que mais de 2.600 ônibus ficaram na garagem durante todo o dia, entre outras coisas. Isso gera um caos na capital. 

 

A mídia não sabe falar em outra coisa a não ser dos ataques. Durante todo o dia passam matérias, programas especiais, sempre dando ênfase a total destruição. Até programas que não possuem temas policiais na pauta passam a mostrar os últimos acontecimentos. Isso causa um terror maior na população, uma vez que muitas nem presenciaram nada, não viram nenhum ataque, mas sentem ameaçados pela forma como tudo isso é transmitido pelos meios de comunicação. Além disso, durante todos os comentários, o que se enfatiza é o fato de que não deve entrar em pânico, pois os policiais já tem controle sobre a situação. Será?  Parece contrário ao que nossos próprios olhos vêem e a mídia mostra. Numa cidade onde quase tudo é aberto 24 horas, fechar às 16h; onde surgiram boatos de um toque de recolher às 20h, pode ser que nem tudo, então, esteja em total controle.

 

Por que a situação de São Paulo chegou a esse ponto? Porque nas ultimas décadas as elites políticas brasileiras tem usado o estado penal como o único instrumento não só de controle da criminalidade como motivo da pobreza urbana e da distribuição de renda. Esse tipo de ataque só pode ser evitado se as elites políticas brasileiras e o governo do país contra-atacarem no campo social, não no criminal. E tudo isso parece ser desprezado pelos governantes, já que é sabido por eles e nada é feito. O presidente Lula declarou em Viena, que a causa da violência é a falta de programas sociais. Ele está certo, mas são só palavras.

 

Existem muitas falhas no sistema de segurança do país, a polícia de São Paulo mata mais que as polícias de todos os países da Europa juntos, os tribunais agem sabidamente com preconceito de classe e raça, e o sistema prisional é um “campo de concentração” dos muito pobres. Nada disso, seria motivos plausíveis para tamanho protesto. O mais interessante, é saber que o tráfico de drogas até financia políticos durante os períodos pré-eleitorados (de acordo com pesquisas acadêmicas realizadas nas favelas nas últimas décadas), será que os bandidos são capazes de dominarem o país? Parece que isso esta sendo exibido nos últimos três dias.

 

 

Protesto de Garotinho vira um circo

Por Anne Trevisan 

 

Chega a ser cômico, ou melhor, hilário! Aquele que ajudou a fazer o Estado do Rio de Janeiro naufragar na anarquia e na criminalidade, hoje faz greve de fome, pois se diz perseguido pela imprensa e reivindica espaço na mídia para defender-se das denuncias que envolvem a doação de recursos para sua pré-campanha.

 

Apesar de reivindicar esse espaço, o ex-governador mostra toda sua indignação em uma espécie de “Big Brother”, ele passou o início de sua greve de fome (domingo – 30 de abril) e todo o dia 1º de maio em uma sala da sede regional do PMDB no Centro do Rio, atrás de uma porta de vidro onde podia ser fotografado, mas não conversava com os jornalistas. No local pode ser visto um sofá, um frigobar com garrafas de água mineral e no fundo um pequeno banheiro. O seu estado de saúde tem sido supervisionado pelo seu médico particular e por um enfermeiro que realiza a coleta de sangue para exames diários.

 

A religião também está inclusa no “sacrifico” de Garotinho, ele faz orações durante quase todo o dia e se mantém imóvel aos flashes dos jornalistas. Um livro religioso e um caderno de anotações, também são companhia do ex-governador. Ele recebe visita constante de sua esposa Rosinha, que em algumas vezes, leva seus filhos para unir-se em oração, abraçados e, alguns, chorando.

 

                                                                                                   Tasso Marcelo/AE

 Na maior parte do tempo, Garotinho teve a companhia da mulher,

a governadora do Rio, Rosinha Matheus

 

Apesar de estar muito claro o porquê dessa greve, que já dura 7 dias, o povo brasileiro se questiona, qual seria o verdadeiro intuito? Não está sendo tão ridículo quanto patético o protesto de Garotinho, fazer birra com um objetivo, quase que explícito, de fugir das explicações ou desviar o foco das acusações.

 

Patético, na realidade, não seria a palavra correta para definir todo esse cenário, o melhor seria definir tudo isso com a palavra decepção. Se eleito à Presidente da República, como seria seu mandato? Como governaria esse país? Com atitudes irracionais e temperamentais como esta?

 

Um de seus desejos expressos está na vontade dos Observadores Internacionais virem monitorar as eleições, sendo isso quase que impossível, talvez esteja aí uma resposta ou ao menos uma suposição para como tudo isso poderia terminar. Talvez ele deva continuar com essa greve até o fim e, quem sabe não serviria de embalo para outros políticos de mesma índole.

 

Tudo não passa de demagogia e enganação, o povo brasileiro, ao contrário do que ele deseja, não se tocou em absoluto com tudo isso, pelo contrário, alguém votaria para um “Garotinho”, que traz atitudes que fazem jus ao nome, governar o país? O povo brasileiro ainda cai na lorota de alguns, alimentados pela esperança de um Brasil melhor, mas não ao ponto de achar que esta esperança está em viver de água, leitura e oração.

Orkut, a "imortalidade" virtual

 

Ao perguntar qual o significado de morte para 10 pessoas, a probabilidade de aparecer 10 respostas diferentes é muito grande. O dicionário atribui inúmeras qualidades para o vocábulo, como desencarnação, fim da vida terrestre, fim da carne, ruptura, entre outras. Por isso, torna-se complicado debater e argumentar sobre a temática da morte. A relação do homem com a morte é questionada e estudada há tempos. A Religião, a Filosofia e a Ciência esboçam respostas para tal questão, no entanto, nenhuma surge de maneira convincente e concreta.

 

Para alguns seguidores do espiritismo, a morte é a transição da vida terrena para a vida espiritual. Para os evangélicos, morrer é ficar em estado de hibernação esperando pelo dia do julgamento, em que Deus voltará a Terra para levar as pessoas que foram boas e acompanharam, de maneira fiel, a religião.

 

Já na Filosofia, o existencialismo satriano retrata a morte como um absurdo. Para que existir se o homem já é condenado à morte desde seu nascimento? Qual o significado de viver se o homem é um “ser-para-a-morte”? Já para Montaigne, o ser humano aspira felicidade, deseja-a e almeja-a, mas o grande obstáculo para tal conquista é a morte, que atrapalha planos e destrói perspectivas. A Filosofia não questiona somente a morte carnal, mas também a morte simbólica, como Nietzsche ao falar sobre a “Morte de Deus”, grande legado ao existencialismo de Sartre. Para o filósofo, Deus é uma criação do homem para viver melhor, todavia, quem escolhe e determina a caminha da vida, é o próprio homem, que é condenado à liberdade, e não um deus imaginário.

 

Por sua vez, a Ciência faz-se valer de uma resposta mais concisa e direta, morte é a parada dos órgãos vitais, da respiração e do cérebro. Além disso, tem a morte clínica, que é quando o paciente morre e os aparelhos médicos não respondem mais.

 

Os exemplos citados mostram a complexidade do tema, de como é difícil saber o que é certo ou invenção. Qual é a resposta e qual é imaginação.

 

O homem contemporâneo vive arduamente essa dúvida e esse medo. Temer a morte é um ponto em comum entre as pessoas, pois elas desconhecem e não tem a certeza de onde irão após morrerem. Como fuga para tal temor, a virtualização do corpo surge como um “porto seguro”.

 

Escrever biografias, músicas, gravar filme ou documentário, são meios de ser manter, de alcançar a “imortalidade”, pois o homem acredita que dessa maneira, consegue propagar sua “existência”. A busca pela vida eterna é uma busca incansável, sobrepujar à morte é uma tentativa contínua do ser vivo. No filme “O Sétimo Selo”, do sueco Ingmar Bergman, O cavaleiro medial, estrelado por Marx Von Sydon, tenta adiar a sua morte através de um jogo e xadrez.

 

 

                 Filme O Sétimo Selo de Ingmar Bergman

 

 

Hodiernamente, o homem utiliza a internet para criar seu mundo perfeito, sem medo, sem perigo e sem a morte. No orkut, o indivíduo se vincula com amigos virtuais que ele gosta e que ele escolhe, pega comunidades que lhe atribuem ótimas qualidades e atributos, coloca fotos em que ele esteja lindo, sem espinhas, penteado e com um belo sorriso, no orkut, todos são modelos.

 

O orkut também é uma válvula de escape para o medo da morte, mesmo os que já morreram continuam com suas contas funcionando, como um símbolo de respeito, de consideração e de imortalidade, pois o a pessoa, mesmo depois de morta, deve ser lembrada para sempre, o efeito da “necrorkurt”. Pessoas deixam mensagens póstumas mostrando o sentimento de revolta, de perda e homenagem.

 

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=17333742168781008591

Jornalismo, Semeando os conflitos

 

Futebol, como todos sabem e reconhecem, é a maior paixão do brasileiro. Homens, mulheres e crianças se rendem a esse esporte. Num país que grande parcela da população está acostumada com títulos, vitórias, craques e “status”, o futebol surge como um “porto seguro” de descanso e passa-tempo. Será?

 

Quantas vezes não nos deparamos em frente a televisão assistindo algum programa esportivo e aparece a chamada: “Confusão no jogo de Palmeiras e Corinthians”. Para enfatizar ainda mais, o programa dedica quase metade, ou mais, de seu tempo para essa pauta.

 

Quem não se recorda do jogo Palmeiras e Corinthians, que o jogador Edílson, na época representando a fiel, dá “embaixadinha” com a bola para provocar e humilhar os jogadores do palestra? Como resultado, saíram ponta pé, socos, voadoras e briga dentro de campo, enquanto os torcedores se xingando e se deliciando com o “espetáculo”. O que causa mais frisson é que o mesmo jogador jogou pelo Palmeiras anos atrás conquistando títulos importantes como o campeonato brasileiro. Notoriamente, onde foi parar o respeito pela camisa? A consideração? E, creio o mais importante, a gratidão com os torcedores?

 

No dia “pós-jogo”, ao ligar a TV a Glenda Kozlowski fala sobre o acontecido. O programa do Milton Neves também traz a conflito no gramado, aliás, os programas esportivos do Milton Neves são marcados por forte debate e neles as imagens da briga são repetida vária vez, o ato do chute, do soco, são transmitidas ininterruptamente. Esse bombardeio de símbolos causa no telespectador um efeito de sedação, pois ele fica sentado apenas recebendo os sinais e os incorpora. Com isso, a pessoa acredita que os jogos de futebol são violentos e se ela vai ao estádio para assistir a um jogo, estará indo também atrás de desavença, conflito.

 

Num próximo duelo entre ambos os times, os veículos midiáticos enfatizarão a violência do jogo anterior e semeará uma rivalidade maior, um conflito maior, uma disputa maior. Tudo isso em prol do espetáculo midiatizado. Esse cultivo dos mídias repercute nos torcedores que levarão para o estádio um rancor e um sentimento de revanche.

 

Quando um determinado programa esportivo mostra um palmeirense sendo espancado por um grupo de corintianos, subentende-se que naquela “batalha” os torcedores da gavião ganharam, ou levaram a melhor. Logo, num próximo encontro, terá que acontecer a “nega”, pagar na mesma moeda. E é exatamente isso que acontece. Torcedores se encontram em estações de metrô, esperam no estacionamento de estádios ou na entrada para encarar os rivais. Jogam pedras, bombas, quebram arquibancadas e usam as cadeiras como armas.

 

 

Diogo Lima Borges, torcedor palmeirense morto no metrô 

 

Será que realmente a essência do jornalismo em relatar a realidade se perdeu com o passar do tempo? Hodiernamente, o que se nota é que a questão de transparência do real vai demorar em “chegar”, pois se deve sempre manter o espectador ligado à TV, não se pode entregar o fato inteiro, manter um suíte é o canal para os veículos de comunicação. Para que deixar um conflito entre torcidas morrer sendo que é muito mais lucrativo manter ele aceso dentro de cada torcedor?

O melhor do Brasil é o brasileiro?

Para os que defendem que a religião é o “freio moral da sociedade”, “ópio do povo” (Karl Marx), talvez o Brasil seja um bom exemplo, senão o melhor. Em um país de tantas diferenças sociais, onde há carnaval o ano inteiro (a cada semana há uma micareta em alguma parte do país), onde convivem ricos e pobres, lado-a-lado, fortes e fracos, saciados e esfomeados, como impedir a revolta, já que a justiça aqui não funciona, senão com uma justiça chamada inferno?       

Érico Salutti/AE/GazetaPress

Foto: Érico Salutti/AE/GazetaPress

Brasileiros passam mais de três horas por dia em frente à TV

É uma boa fórmula, ou pelo menos era, até a mídia se tornar o “acelerador moral da sociedade”. Não bastasse a realidade que o brasileiro vê, sem intermédio de ninguém, nas ruas, no seu emprego, no seu dia-a-dia, a mídia, de tempos para cá, passou a “esfregar” na cara do povo, imagens que não necessitam ser ampliadas. Essa atitude traz consigo uma questão, que parece ecoar na cabeça de quem ouve, “você não vai fazer nada?”.

         Um estudo apresentado no ano passado, pela MipTV, revelou que os brasileiros passam em média, três horas e 14 minutos frente à televisão. É tempo suficiente para conseguir assistir a mais de uma cena de sensacionalismo e violência, reportada diariamente por equipes de vários canais brasileiros. Os casos são muitos, dividos entre programas como o RedeTV News e o Brasil Urgente, que sob uma capa de credibilidade e isenção, colocam no ar "doses cavalares" de opinião pessoal. Para cada “prestação de serviço”, há uma opinião, seja o trânsito que está lento por causa da chuva, não importa, ele merece uma opinião carregada de ódio e rancor, que só desperta no telespectador o mesmo sentimento. Em que isso contribui para a intelectualidade e formação do público se não lhe dá oportunidade, nem tempo para pensar, pois é bom registrar, que a opinião pessoal colocada para cada fato é dita em voz alta, num tom quase de berro, a fúria está até nas palavras, mas será que essa fúria é fundada? Em quê? Para quê?

Continua...

...continuação

Imagem da página inicial do site do programa Fantástico dia 10 de abril

Imagem da página inicial do site do programa Fantástico dia 10 de abril

 Há imagens que falam por si só, e portanto, deixam o telespectador decidir por si mesmo. Deve-se parabenizar uma reportagem como a exibida ontem, domingo, 9 de abril, pelo programa Fantástico da Rede Globo, a imagem de reportagem que investiga e busca ajudar a população a entender como se defende uma menina que é réu-confesso de ter matado os pais, cai por terra quando lê-se a reportagem publicada na versão em texto no site do programa, o que temos é uma reportagem que visava mostrar ao telespectador, cenas que ele já viu e reviu “trocentas” vezes, e que seria simplesmente mais uma reportagem não fosse o fato de que o microfone lapela, instalado pela equipe na gola da camiseta de Suzane von Richthofen, captou o momento em que seu advogado a instruía a interpretar uma personagem frente às câmeras, fato que acabou levando à prisão da garota hoje. Mas que benefícios traria esta reportagem, se essa instrução não houvesse sido registrada? Em que mudaria a opinião dos brasileiros, que já acompanham as mesmas notícias desde 31 de outubro de 2002, data do crime? Mereceria ser exibida uma matéria que, sem adicionar nada, apenas destacaria nos telespectadores um sentimento de revolta e indignação?

         Quem faz esse país não é a mídia, são seus leitores, ouvintes, telespectadores, seus residentes, os brasileiros. Se o melhor do Brasil é o brasileiro, o que seria o pior? A violência, corrupção e falta de vergonha proveniente de parte deles – e que existe em qualquer país (guardadas as devidas proporções) – ou a mídia que não relata, mas bombardeia os brasileiros com notícias que só fazem explodir uma vontade de nunca ter nascido nessa terra? Se o melhor do Brasil é o brasileiro, com a certeza a televisão e a mídia estão entre as piores coisas desse país.

Érico Salutti

A realidade além da mídia

 

Muito se falou, discussões rolaram e até uma brecha de solução foi citada por vários formadores de opinião a respeito do documentário “Falcão – meninos do tráfico” transmitido pela rede globo.

 

Mas do que adianta tanta indignação se é essa a realidade do Brasil? Realidade que muitas pessoas ainda insistem em desconhecer.

 

O povo brasileiro vem sofrendo muito com o descaso dos políticos e do governo, principalmente crianças e jovens de classe baixa que vivem constantemente dentro desse mundo e convivem lado a lado com os Falcões.

 

Uma pergunta paira no ar, quando essas crianças poderão ter oportunidades? Quando a incerteza do que virá no futuro será aniquilada, e o medo de uma bala perdida ou de acabar na prisão será vencido por uma oportunidade de trabalho digno e produtor?

 

Acho que com esse documentário ficou ainda mais clara a grande e interminável influência da mídia na vida das pessoas em geral. Na frente da TV, assistindo ao documentário, todos eram iguais, pobres ou ricos, brancos ou negros, todos se depararam com uma triste e cruel realidade a qual fez surgir reflexões e levou muitas pessoas a acreditar que talvez esse mundo não tenha saída.

 

Ouvir um jovem, de apenas 10 anos dizer que não tem medo da morte e que se por acaso ela vier, outro pior ou melhor nascerá no lugar dele é surreal, inacreditável, porém é a realidade. Dias depois, também pelos meios midiáticos, soubemos que apenas um sobreviveu... Quantos piores ou melhores então nasceram?

 

A mídia nos define, nos faz refletir e perceber que somos meros imortais, que nada podemos fazer para melhorar esse mundo de injustiças sociais. Basta ao menos olhar o lado bom da coisa, tentar ajudar de uma forma mínima, propagando a educação a solidariedade social e usando esse poder supremo da mídia de uma boa maneira, como uma forma de trazer a realidade para ser reparada no seu lado ruim e não apenas para indignar-se e deixar tudo como está.

 

POR ANNE TREVISAN

 

 

Violência midiática pauta vida social

 

A violência, enquanto fato jornalístico, está sempre presente na grande imprensa. Sobre a sua veiculação nos meios de comunicação apontam para uma dramaticidade exagerada e para uma manipulação da informação. A mídia é uma das mais contundentes formas de se propagar e exaltar a violência e assim, pode funcionar como compensação de carências em ambientes problemáticos e como fator de emoção onde não há problemas.

 

Os meios de comunicação operam como testemunha social e dão uma visibilidade exagerada da violência para o público. Interfere no fato, dramatiza e exagera na cobertura do episódio violento.  Dessa forma, acaba anestesiando a população com sua espetacularização e deixa cada vez mais as pessoas com medo diante de tantos programas que dão mais ênfase para temas de violência.

 

É evidente que pessoas de mais idades sofram muito diante desse fato, uma vez que se sentem muito ameaçados até quando pensam em sair à rua para fazer qualquer tipo de programa, já que diante das notícias transmitidas pelos telejornais, com tantos detalhes, imagens fortes e até sensacionalismo, temem que algo ruim possam acontecer, já que são fáceis alvos para tais atos.

 

Muitas vezes, o temor diante da violência transmitida pela televisão atingiu completamente o psicológico da pessoa, pois ocorre casos que o medo não teve bases verídicas, nunca se presenciou um assalto, nunca foi assaltado, somente ouve e vê ser lançado nos meios de comunicação. A mídia, que deveria espelhar as contradições e conflitos na sociedade, banaliza a informação. 

 

Exemplo:

http://www.picarelli.com.br/arquivo193/foto_morto.htm

     

Padrão de beleza midiatizado

POR MONIQUE CHENU

Assistimos, na atualidade, a um crescimento do número de novas patologias, relacionadas ao modo de viver do ser humano na contemporaneidade e à sua atitude em relação ao próprio corpo e aos hábitos sociais. A maioria desses novos sintomas estão relacionados  com novas formas de se pensar e estar no mundo globalizado, do qual fazem parte as tecnologias de comunicação.

A influência desses meios atinge em todas as dimensões da nossa vida alargando a dimensão simbólica e transformando os modos de hábitos, de valores, e promovendo um desenraizamento cultural surgindo novas formas de visibilidade.

Os mass media inseridos na lógica capitalista, com objetivo de lucrar com as indústrias de cosméticos, publicidade e medicina difundem padrões de beleza, felicidade e sucesso, relacionados a jovens com corpos magros, esbeltos e perfeitos.

Influenciados por esses ideais, os jovens recorrem à cirurgias plásticas, tomam remédios para emagrecerem, se tornam anoréxicos, deprimidos e são vítimas  de outras patologias. Travam uma verdadeira "luta" contra seu próprio corpo a fim de seguir o padrão imposto pela mídia.

Essa cultura é a base pela qual se sustenta que a felicidade e o conhecimento são adquiridos através do âmbito do consumo, numa lógica de investimentos massivos na produção da imagem corporal feminina.

 

Primeira Atualização!

O tema de hoje tem como nome "Poder emblemático" em que os meios de comunicação, como exemplo usado hoje, a televisão, possui um enorme poder simbólico, e utilizam-se disso para serem portadores da comunicação em grande escala. Como exemplo: as Novelas. Ela é suporte da sociedade que procura o processo de identificação e agregação. Todos assistem a mesma coisa, compartilham do mesmo assunto e assim podem se comunicar, estabelecendo vínculos partilhados por um grupo.

A exemplo a matéria publicada na Folha Online- Ilustrada (14/03/06)  Personagens de "Belíssima" conquistam colônia grega

Fala sobre os descendentes gregos, a identificação dos mesmos com os personagens da novela "Belíssima", os comentários de que as interpretações dos atores estão perfeitas e o fato deles assistirem para  matar a saudade, comparar e identificar, nos personagens, suas famílias. Por sua vez, os atores comentam que saem na rua e são abordados pelas pessoas que elogiam a atuação e dizendo que a família grega mostrada é exatamente a sua...

O fato de experimentar um mesmo meio midiático acaba se tornando um elo de sociabilidade.




[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Sudeste , SAO PAULO , HIGIENOPOLIS , Homem , de 20 a 25 anos , Portuguese , English , Bebidas e vinhos , Gastronomia

 
Visitante número: